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Núcleo Espirita "O Semeador"

MUITOS OS CHAMADOS E POUCOS OS ESCOLHIDOS

Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí alguém que não estava usando o traje de festa. E lhe perguntou: “Amigo, como foi que você entrou aqui sem o traje de festa?”. Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: “Amarrem os pés e as mãos desse homem, e o joguem fora na escuridão.
Aí haverá choro e ranger de dentes”.

Mt, 22:11-13


Ao falar por parábola para fazer penetrar nas massas a idéia da vida espiritual. Na parábola da festa de casamento, o Mestre compara o reino dos céus, onde tudo é alegria e felicidade, a uma festa.

Ao mencionar os primeiros convidados, ele alude aos hebreus, povo escolhido por Deus para conhecer a sua lei em primeiro lugar. Os profetas, enviados para a tarefa de convidar o povo a seguir o caminho da felicidade, foram mal recebidos. Suas advertências foram ignoradas e alguns, até foram massacrados. Os convidados que usaram o pretexto de cuidar de seus campos e de seus negócios, simbolizam as pessoas que absorvidas pelos cuidados da vida terrena, tornam-se indiferentes às realidades do espírito.

Antes da vinda do Cristo, exceto os hebreus, todos os povos eram idólatras e politeístas. O povo escolhido por Deus foi o primeiro a praticar publicamente o monoteísmo. A lei de Deus lhes foi transmitida por Moisés e depois por Jesus. Desse pequeno foco, partiu a luz que se derramaria sobre o mundo inteiro, triunfaria o paganismo e daria a Abraão uma posteridade espiritual “tão numerosa quanto às estrelas do firmamento”.

Repelindo, embora, a idolatria, os judeus negligenciaram a lei moral, limitando-se a uma prática religiosa de exterioridades. Com isso, o mal havia alcançado o auge. A nação estava fragmentada pelas facções e dividida pelas seitas, a incredulidade chegara até o santuário. Foi quando Jesus apareceu, para lembrá-los da observância da lei e revelar-lhes a boa nova da vida futura.

A responsabilidade por esse estado de coisas cabia principalmente aos fariseus, pelo seu orgulho e fanatismo, e aos saduceus, pela sua incredulidade. Jesus os compara com os convidados que se recusam a comparecer à festa de casamento. E quando afirma que, então, o convite seria estendido a todos, bons e maus, ele quer dizer que a palavra seria pregada aos demais povos, pagãos e idólatras, e que estes, aceitando-a, seriam admitidos na festa em lugar dos primeiros convidados.

Não basta, porém, ser convidado. Não basta o nome de cristão para tomar parte no banquete celeste. Antes de tudo, e como condição expressa, é preciso usar o traje de festa, isto é, ter a pureza de coração e praticar a lei segundo o espírito. E a lei está expressa nestas palavras: Fora da caridade não há salvação.

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